quarta-feira, novembro 29

O Papa na Turquia

Se não temerosa, no mínimo hipócrita a visita do Papa Bento XVI a Turquia.
Temerosa porque o povo daquele país ainda não esqueceu e muito menos aceitou as acanhadas desculpas pelas palavras do Sumo Sacerdote ofendendo Maomé e a religião Muçulmana responsabilizando-a pelo terrorismo, até porque terrorismo por terrorismo o catolicismo também se utilizou dele na Santa Inquisição.
Hipócrita porque o Pontífice chegou lá defendendo a entrada da Turquia na UE contrariamente ao que havia defendido em 2004.

Orçamento de 2007

A bancada do PT votou contra o Orçamento de 2007 alegando que o mesmo não condiz com a realidade, subestima despesas e superestima receitas além de não assegurar condições de crescimento da economia gaúcha.
Para quem acha que a oposição ao futuro governo agiu errado ou de forma irresponsável fazendo oposição por oposição, deve saber que o deputado Berfran Rosado(PPS) alinhou-se com o mesmo argumento e criticou os deputados estaduais que aprovaram o Orçamento de 2007 e chamou o mesmo de peça de ficção.
Quando nem a base de um governo acredita nele é sinal que não teremos boa coisa pela frente.

terça-feira, novembro 28

Aeonflux

Um filme de ficção e aventura que achei legal, além de ter Charlize Theron no papel da heroina, chama-se “Aeonflux”. Não é lançamento, já esta nas locadoras a tempinhos.
É uma história futurista que se passa em uma cidade também futurista cercada por uma floresta imensa. Para quem assistia o desenho de mesmo nome na MTV sabe que é legal.
Mas o que é de chorar de rir, ou chorar mesmo é escutar o diretor falar que lhe foi apresentado várias fotografias de Brasilia e, ele achou que ali seria o set ideal, afinal de contas a capital do Brasil – se é que ele sabe que Brasilia é a capital d Brasil em vez de Buenos Aires – é uma cidade futurista totalmente cercada de florestas.
Vai conhecer geografia assim lá no raio que o parta.
Acabou sendo rodado em Berlim, que ele deve pensar ser a capital da Argentina ou outro país também da Oceania que fala francês por ser de origem anglo-saxônica.

sexta-feira, novembro 24

Hexion no Banhado Grande

Existem posições que podem ser debatidas para se chegar a um consenso. A política de incentivos fiscais para criação de postos de trabalho e renda e/ou para servir de alavanca para o desenvolvimento é um dos casos. A alteração da Lei existente para o mesmo fim também, só que esta tem de ser muito criteriosa. Eu normalmente – até que me provem o contrário – sou contra, mesmo vendo aqui e ali coisas boas advindas deste tipo de modalidade.
Já casos como o da multinacional Hexion, não se deveria nem discutir. É proibir e pronto, até porque o que querem fazer já é proibido.
E esta proibição não é pelo fato de tal empresa produzir resinas tóxicas, mas sim por que ela quer se instalar – e isto com ajuda do governo local – em uma Área de Preservação Ambiental do Banhado Grande.
Um acidente em outro local – um vazamento por exemplo - pode ser muito prejudicial ao meio ambiente, imaginem então no Banhado Grande. Toda a água que abastece municípios como o de Santo Antônio da Patrulha, Glorinha, Gravataí e Viamão pode ficar contaminada.

Mais tropas para a ocupação

Em outubro foram 3.709 iraquianos mortos. “Todos” eles mortos supostamente por outros iraquianos, o que me faz pensar que os soldados norte-americanos devem estar usando pistolas d’água e chicotinhos de fita mimosa, pois, eles não matam ninguém.
Foram só aquelas brincadeirinhas de tirar fotos de homens nus com capuz na cabeça no começo da ocupação, depois ficou tudo calminho, não fosse é claro, essa mania que os iraquianos têm de se matarem.
O pior é que justamente agora que os eleitores deram o recado para Bush tirar as tropas do Iraque, virá um coro sustentando não só a permanência, mas também o aumento do contingente na ocupação iraquiana por conta do crescente número de ataques e mortes.
Mas duas coisas eu posso garantir:
1. Os iraquianos devem estar muito felizes por terem ganho a “democracia” que lhes foi dada por Bush;
2. Tem de aumentar o número de iraquianos presos para atender a demanda desta nova leva de soldado que deve ir para o Iraque, porque eles não vão querer voltar para casa sem uma foto como souvenir do tempo em que eles foram levar a “democracia e a liberdade” para aquele povo que adora explodir e explodir-se.

quarta-feira, novembro 22

Torcida gaúcha para Aécio

E eu que pensava que quando a governadora eleita Yeda Crusius falava no novo jeito de governar, ela falava em algo que ela conhecia. Em algo que ela estava pronta para colocar em prática e que ela sabia que daria certo, mas pelo visto nem ela sabia do que estava falando pois foi para Minas Gerais com três assessores para conhecer as inovações administrativas do Aécio Neves.
“_A experiência mineira deve servir de modelo”... “A realidade gaúcha é diferente da mineira, mas a técnica pode ser a mesma” afirmou a governadora para a ZH de hoje(22.11). Logo o jeito novo pode ser o tal jeito mineiro, "ou não" como diria Caetano Veloso.
Vamos torcer para o Aécio acertar em sua política. Quem sabe se ela for copiada direitinho...

Arte e cultura a um click

Fiquei sabendo pelo amigo Giuliano Bottezel que o site www.dominiopublico.gov.br, disponibilizado pelo Ministério da Educação está para ser desativado devido ao número reduzido de acessos, o que é um fato lamentável pois no mesmo pode-se ler, gratuitamente obras da literatura clássica brasileira e mundial. Só de literatura portuguesa são 732 obras além de livros técnicos e infantis. Neste mesmo site podemos Ter acesso a pinturas dos grandes mestres e escutar músicas em MP3.
Fica aqui então um apelo:
acessem e divulguem o site para quantas pessoas for possível.
Não podemos perder essa maravilhosa ferramenta.

Heróica resistência

É estimado que na época da colonização do Brasil haviam por aqui 1.000 povos e 4 milhões de habitantes.
Já nos anos 70 pensava-se que a extinção dos povos indígenas era inevitável. Porém o Instituto Socioambiental e o Centro Ecumênico de Documentação e Informação (Cedi) demonstram em um estudo que há uma heróica resistência, pois existem hoje no Brasil “222 povos, 370 mil pessoas e são mais de 180 línguas diferentes faladas.” O estudo fala que “Os direitos indígenas adquiridos ao longo dos últimos anos também foram importantes para que os indígenas começassem a se reconhecer como indígenas” e a recuperação demográfica que era de 1,6% cresceu para 3,5% ao ano.

terça-feira, novembro 21

Tucano no Aérolula

Arthur Vírgilio, Senador do PSDB, nega ter levado um “xixi” do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso por ele ter pego uma carona no Aerolula junto com Renan Calheiros, José Sarney, Pedro Simon e Valdir Raupp, ambos do PMDB.
Se levou a bronca ou não pouco me importa, o que eu quero saber é qual dos peemedebistas segurou aquele baixinho macho que prometeu dar na cara do Presidente Lula.
Ou será que a brabeza passou? Nóóóóssa! Que mêda!

Aniver

Fui ontem(20.11) no aniversário do Prefeito Sérgio Stasinski no CTG Aldeia dos Anjos e encontrei muitos amigos, além das autoridades que não podiam deixar de faltar.
Mas vale registrar aqui a presença do Citizen R. Kane Becker, o Agente e o Presidente da Frelico.

sexta-feira, novembro 17

Suplente de Senador????

Já faz muito tempo que defendo – como se minha defesa fizesse alguma diferença – a extinção do Senado. Não precisamos de duas Câmaras, isto é um entrave e também um valioso cabide. Ou acaba-se com o Senado ou com o Congresso Federal. Não há nada que estas duas Câmaras façam que não possa ser feito por apenas uma. E de segunda a Quinta, não precisa nem extenuar os coitados.
Pois o Noblat em seu blog me dá um reforço para minha defesa.
É que, segundo a Constituição de 46 os suplentes de senadores eram votados, ou seja: quem assumia na vacância do cargo era eleito assim como o titular pelo voto direto, nominal. Já durante a ditadura militar ficou entendido que o suplente era o segundo mais votado, ou seja: Tu escolhias João por reconhecer ser este o melhor, João morria ou concorria a outro cargo, entrava Pedro que você considerava o pior.
Para piorar, a Constituição de 88 suprimiu o nome do suplente da cédula eleitoral e nós passamos a eleger suplentes fantasmas. Conforme escreve Noblat “Se o titular morrer, se for eleito para o Executivo ou nomeado para um cargo qualquer, assume um desconhecido, de quem o eleitorado nunca tinha ouvido falar.”
Isso sem falar dos acordos: Eu te ajudo e depois tu concorre a outro cargo e eu assumo.
Uma maravilha!

quinta-feira, novembro 16

A morte da modelo Ana Carolina

A morte da modelo Ana Carolina por anorexia ganhou as manchetes de jornais e TVs, não só do Brasil mas do mundo. Claro que é algo lamentável e que choca qualquer pessoa mas, me fez lembrar uma frase que é creditada a Stalin mais ou menos assim: Uma morte é uma questão social, milhões de mortes é uma questão de estatística.
Sendo ou não de Stalin, uma coisa me parece ser verdadeira. Esta morte causada por uma doença em que a vitima não come porque sempre acha que está gordo choca muito mais que milhares de mortes por inanição. Mortes estas que não costumam aparecer na mídia.

quarta-feira, novembro 15

Tipo Tucano de agir

Se for aprovada o Projeto de Lei 76/2000, do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), aquele que pegou dinheiro do Marcos Valério e o PSDB não quis investigar, todos os internautas terão de fornecer seus nomes, endereços, RG’s ... para um cadastro à empresa provedora para se conectar, e o pior: o provedor ficará noite e dia monitorando os nossos acessos, e caso desconfie da algo errado poderá nos denunciar por crime na net.
Bem do tipo Tucano de agir. Não precisa provar nada. Desconfiou, supôs, achou, ouviu falar, denuncie e pronto, o denunciado que se vire para provar que não é culpado.

POR FAVOR!!! NÃO FAÇAM O MESMO COM O CAÍBE.

Muita gente reclamava que não havia cinema em Gravataí, Agora que têm o pessoal reclama que o cinema é ruim ou então nunca lá botou os pés.
Eu faço parte da segunda opção. Mas também é verdade que o vídeo e o DVD acabaram com minha vontade de ir ao cinema, e a última vez que eu entrei em um cinema foi para levar o meu guri – pretexto de um marmanjo que gosta de quadrinhos – a Porto Alegre na estréia do “X-man, o filme” e isto faz um tempão.
Há também muita gente que reclamava e reclama que não há um local com música ao vivo no centro de Gravataí, e eu fico lembrando que fechou o maravilhoso “Noites Brasileiras” no 8° andar do prédio do Schmitz Professional Center, onde o Clube do Choro de POA se apresentavam sob o comando do Mestre Palmeira.
E fechou por que? Por que havia noites que o público era diminuto. Eu tive a grata presença do Palmeira tocando e a Marilha cantando, sentados a minha mesa por horas as músicas que eu pedia, porque também tive a infelicidade de ser a única pessoa presente naquela sexta-feira a noite para prestigiá-los.
Foi uma das últimas vezes que o “Noites” funcionou.
Agora há o Caíbe Pub, em frente ao Parcão da 79 e não vejo os que costumavam e costumam reclamar por lá.
POR FAVOR!!! NÃO FAÇAM O MESMO COM O CAÍBE.

Saudade é coisa de velho. Mas e daí! Além de guri eu sou velho.

Lembro que quando comecei a sair para as noitadas em Gravataí, só havia uma opção de bar no centro da cidade. Era o Restaurante Vila Velha, onde a gurizada e outros nem tanto, ficavam em um estacionamento em frente o Vila para beber, namorar, ouvir música e outras cozitas mais. Já na Segunda feira era Show, o Vila abria o microfone para quem tivesse a coragem de tocar e cantar, ou tentar pelo menos. Por lá passaram o Franck, o Carneiro, o Geraldo, a Mara, o Piáco e tantos outros, inclusive o Sinfra. Eram amadores, alguns nem tanto, mas era ótimo ter algo divertido varando a madrugada que não fosse comprar um Velho Barreiro no antigo Bar Azul - que ficava onde hoje é a Massaroca e era o único bar que nunca fechava e tinha “ovos cozidos atômicos” que formavam um cogumelo verde e fedorento quando a tampa do vidro era retirado pelo zumbi que atendia dia e noite - e encher a cara num banco da praça com o Goda, o Chimango, o Inhambi, o Toco, o Tita e outros tantos para depois ser abordado pela brigada porque o violão tinha “um som sonoro” conforme nos foi revelado pelo zeloso policial.
Depois veio o Tertúlia - que antes era o Espetinho – com a música nativista, mas nativismo de verdade e não os rebola tchês de hoje. Por incrível que pareça um dia ser nativista era fashion. Todo mundo usava bombacha, ia nos CTG”s e nos rodeios e ouvia milonga e tudo. O Tertúlia bombava, tinha dias que o pessoal ficava na espera por uma mesa para ouvir “Os esquiladores”.
Finalmente surge O Pandollo, que já era rabugento desde a inauguração. Música ao vivo lá só o hino do Grêmio, mas enquanto não chegava “a saída” do Dom Feliciano e do Josefina era lá mesmo o "point".
E vá caipira no Pandollo e Canelinha no Fica Frio, que ficava ao lado. O bar que tinha "báúrú" com 3 acentos e o anúncio na parede da frente oferecendo “torrada american” e na parede do lado o “a” que não coube na fachada. Vale lembrar que o Fica Frio também foi o Sócio, o Crente, o Seu Almiro e um dia “Bar Sobaca” que a gente não sabia o que queria dizer. Mas como eu não tinha muito o que fazer a não ser fazer nada, tive tempo para filosofar e acabei chegando a uma hipótese:
Se Sobaca começa-se com “ç” e invertendo-se as sílabas chegaríamos a “cabaço”.
Como o dono tinha umas filhas muito das gos........ Não! Não devia ser isso!
Bom e depois?
Depois casei.