domingo, agosto 14

RE-POSTAGEM 13 ou sem tempo e/ou preguiça e/ou inspiração


Saudade é coisa de velho. Mas e daí! Além de guri eu sou velho. postado originalmente em 15 de novembro de 2009

Lembro que quando comecei a sair para as noitadas em Gravataí, só havia uma opção de bar no centro da cidade. Era o Restaurante Vila Velha, onde a gurizada e outros nem tanto, ficavam em um estacionamento em frente o Vila para beber, namorar, ouvir música e outras cozitas mais. Já na Segunda feira era Show, o Vila abria o microfone para quem tivesse a coragem de tocar e cantar, ou tentar pelo menos. Por lá passaram o Franck, o Carneiro, o Geraldo, a Mara, o Piáco e tantos outros, inclusive o Sinfra. Eram amadores, alguns nem tanto, mas era ótimo ter algo divertido varando a madrugada que não fosse comprar um Velho Barreiro no antigo Bar Azul - que ficava onde hoje é a Massaroca e era o único bar que nunca fechava e tinha “ovos cozidos atômicos” que formavam um cogumelo verde e fedorento quando a tampa do vidro era retirado pelo zumbi que atendia dia e noite - e encher a cara num banco da praça com o Goda, o Chimango, o Inhambi, o Toco, o Tita e outros tantos para depois ser abordado pela brigada porque o violão tinha “um som sonoro” conforme nos foi revelado pelo zeloso policial.
Depois veio o Tertúlia - que antes era o Espetinho – com a música nativista, mas nativismo de verdade e não os rebola tchês de hoje. Por incrível que pareça um dia ser nativista era fashion. Todo mundo usava bombacha, ia nos CTG”s e nos rodeios e ouvia milonga e tudo. O Tertúlia bombava, tinha dias que o pessoal ficava na espera por uma mesa para ouvir “Os esquiladores”.
Finalmente surge O Pandollo, que já era rabugento desde a inauguração. Música ao vivo lá só o hino do Grêmio, mas enquanto não chegava “a saída” do Dom Feliciano e do Josefina era lá mesmo o "point".
E vá caipira no Pandollo e Canelinha no Fica Frio, que ficava ao lado. O bar que tinha "báúrú" com 3 acentos e o anúncio na parede da frente oferecendo “torrada american” e na parede do lado o “a” que não coube na fachada. Vale lembrar que o Fica Frio também foi o Sócio, o Crente, o Seu Almiro e um dia “Bar Sobaca” que a gente não sabia o que queria dizer. Mas como eu não tinha muito o que fazer a não ser fazer nada, tive tempo para filosofar e acabei chegando a uma hipótese:
Se Sobaca começa-se com “ç” e invertendo-se as sílabas chegaríamos a “cabaço”.
Como o dono tinha umas filhas muito das gos........ Não! Não devia ser isso!
Bom e depois?
Depois casei.

2 comentários:

Marcelo de Jesus disse...

Curti muito esse texto, principalmente porque estava procurando informações sobre o Tertúlia. Nessa época ainda eu ainda era um piá e meu interesses eram outros (brincar de polícia e ladrão, banho de rio, jogo de chimpa...) por isso não frequentei o Tertúlia em toda a sua plenitude. Mas passava por ali seguido no meu caminho para o Dom Feliciano. Lembro que estive uma vez ali, em um final de tarde, e o movimento era mesmo intenso. Sugiro outras crônicas sobre o assunto. A propósito, esta aqui vai para o Papo de Esquina. Abraços!

Anônimo disse...

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